O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) abriu, nesta segunda-feira (23), procedimento administrativo para apurar possível “falta funcional” do desembargador Magid Nauef Láuar, que passou a ser investigado por suspeita de abuso sexual. A apuração ocorre após o recebimento de uma representação contendo quatro denúncias de que o magistrado teria abusado de crianças e adolescentes. Não foram divulgados detalhes específicos das acusações.
A investigação ganhou repercussão após decisão recente do próprio desembargador, que atuou como relator em um processo no qual um homem de 35 anos foi absolvido da acusação de estupro de vulnerável contra uma menina de 12 anos, em Minas Gerais. No voto, o magistrado sustentou que o relacionamento não envolveu violência, mas sim um “vínculo afetivo consensual”. O SBT News informou ter procurado o gabinete do desembargador, sem obter resposta.
No domingo (22), o caso ganhou novos desdobramentos quando o sobrinho do magistrado, Saulo Láuar, publicou nas redes sociais um relato afirmando ter sido abusado pelo tio aos 14 anos. Segundo ele, precisou fugir e ainda enfrenta consequências psicológicas. O depoimento foi divulgado após a polêmica envolvendo a decisão judicial, ampliando a pressão pública sobre o caso.

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