Um médico de Catanduvas, no Meio-Oeste, denunciado pelo MPSC por supostamente abusar sexualmente de pelo menos 10 pacientes mulheres, teve a prisão preventiva decretada após o julgamento de um recurso interposto pela Promotoria de Justiça da comarca.
A Procuradoria de Justiça do MPSC também se manifestou favorável à prisão por entender que a medida é necessária para evitar que vítimas e testemunhas sejam intimidadas e que o comportamento se repita em outros ambientes.
O Promotor de Justiça Paulo Roberto Colombo Junior, que atualmente responde pela Promotoria de Justiça da Comarca de Catanduvas, afirma, ainda, que o mero afastamento do médico não seria suficiente para garantir a segurança das vítimas, pois “nem mesmo o compromisso ético assumido perante a Medicina o impediu de violar a dignidade sexual de inúmeras mulheres”.
De acordo com a denúncia, “o médico levou as vítimas a acreditarem que os atos praticados integravam procedimentos médicos legítimos, quando, na realidade, simulava exames clínicos com o propósito exclusivo de praticar atos libidinosos”.
