A investigação agora segue apenas para homologação do Ministério Público, mas está oficialmente esclarecida, segundo a corporação. (Foto: Reprodução)
Inquérito aponta que óbito foi acidental, resultado da combinação de drogas, álcool e calor da banheira
A Polícia Civil concluiu nesta quarta-feira (1º) o inquérito sobre a morte do policial militar Jeferson Luiz Sagaz, de 36 anos, e da empresária Ana Carolina Silva, de 32, encontrados sem vida em uma banheira de motel em São José, na Grande Florianópolis, em 11 de agosto. A investigação apontou que o óbito ocorreu devido à combinação de consumo de drogas, álcool e imersão prolongada em água aquecida.
Conclusão da investigação
Segundo os laudos periciais, as mortes foram causadas por intoxicação exógena associada a colapso térmico. Exames toxicológicos identificaram altas concentrações de cocaína, etanol e metabólitos derivados da mistura das substâncias, que, somadas ao calor intenso da banheira, provocaram desidratação, falência orgânica e morte.
O perito responsável destacou que, isoladamente, cada substância já poderia causar intoxicação significativa, mas o efeito combinado com o calor potencializou o risco. A Polícia Civil descartou outras hipóteses: não houve afogamento, choque elétrico, intoxicação por monóxido de carbono ou violência de terceiros.
Dinâmica da noite
Câmeras de segurança, perícia no quarto e análise do veículo ajudaram a reconstituir os últimos momentos do casal. Na noite de 11 de agosto, Jeferson e Ana Carolina foram vistos em um bar por volta das 23h30, após comemorarem o aniversário da filha de quatro anos em um food park durante o dia. Horas depois, entraram no motel no bairro Roçado, às margens da BR-101.
No dia seguinte, ao não aparecerem para buscar a criança, que estava com familiares, familiares iniciaram a busca e encontraram o casal já sem vida na banheira.
Quem eram as vítimas
Jeferson Luiz Sagaz era policial militar e atuava como instrutor na Academia de Polícia Militar da Trindade (APMT), em Florianópolis. No momento da morte, não portava sua arma de serviço.
Ana Carolina Silva era empresária no ramo de estética e comandava uma esmalteria na região. O casal deixa uma filha de quatro anos.
A investigação concluiu que as mortes foram acidentais, resultado de comportamento de risco e fatores ambientais, sem indícios de crime. O inquérito agora segue para homologação do Ministério Público.
Fonte: Jornal Razão
