
O Tribunal do Júri da Comarca de Criciúma condenou, nesta quinta-feira (23), um homem a 26 anos e oito meses de prisão pelo assassinato da tia afetiva, com quem mantinha um relacionamento amoroso. O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e reconheceu que o homicídio foi cometido com quatro qualificadoras.
De acordo com o MPSC, o crime ocorreu em 1º de junho de 2024, na residência da vítima, em Criciúma. Conforme a denúncia, o réu, que era casado, mantinha um relacionamento extraconjugal com a mulher. Na noite do crime, eles estavam reunidos na casa da vítima junto com o irmão do acusado, quando uma discussão teria antecedido o ataque.
Segundo a acusação, o homem desferiu 87 golpes de faca contra a vítima. A perícia apontou que a mulher tentou reagir e buscar ajuda, mas sofreu diversas lesões antes de morrer.
Os jurados reconheceram as qualificadoras de recurso que dificultou a defesa da vítima, emprego de meio cruel, motivo fútil e feminicídio, já que ficou comprovado que os dois mantinham um relacionamento íntimo.
Após o crime, o condenado e o irmão fugiram para o Rio Grande do Sul. O réu foi preso cerca de duas semanas depois, quando retornava para Santa Catarina. O irmão, que não chegou a ser julgado, morreu meses depois durante uma ação da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.
O homem ainda responderá por outro homicídio. O julgamento está marcado para esta sexta-feira (24), na Comarca de Jaguaruna. Conforme denúncia do Ministério Público, poucos dias após o primeiro crime, ele é acusado de matar um taxista com mais de 50 golpes de faca durante uma corrida. O caso será analisado em uma nova sessão do Tribunal do Júri.
Fonte: Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
