Um morador de rua que estava nas imediações do local da tragédia relatou ter ouvido dois disparos pouco antes de o companheiro acionar o Corpo de Bombeiros. (Imagem: Jornal Razão)
Familiares e amigos questionam versão oficial; Polícia Civil aguarda laudos periciais para definir causa da morte
Laura da Silva Ney, médica veterinária de 30 anos, foi encontrada morta no sábado (27 de setembro) dentro do apartamento onde morava com o companheiro, em Navegantes. Ela apresentava ferimentos por disparos de arma de fogo. A Polícia Civil trabalhou inicialmente com a hipótese de suicídio, mas familiares, amigos e vizinhos contestam a versão e pedem investigação como possível homicídio.
Um morador de rua relatou ter ouvido dois disparos pouco antes do acionamento do Corpo de Bombeiros. A equipe encontrou Laura caída, com ferimentos no peito, e uma arma próxima ao corpo. O Samu confirmou o óbito no local.
O companheiro contou à polícia que, na véspera, eles haviam brigado por mensagens no celular. Na manhã de sábado, ele afirmou ter entrado no quarto apenas para se vestir e, após sair para buscar a filha de Laura em Itajaí, retornou por volta das 20h50, encontrando a esposa caída e sangue no chão. Ele acionou a polícia e o Corpo de Bombeiros em seguida. A arma usada foi entregue à Polícia Civil, junto com munições e carregadores.
Para familiares e amigos, a hipótese de suicídio não se sustenta. Laura havia se mudado recentemente para Navegantes e atuava como patologista clínica, carreira que sempre desejou. Nas redes sociais, a campanha #JustiçaPorLauraNey ganhou força, com comentários questionando como alguém poderia disparar duas vezes contra si mesma.
Natural de São José de Ubá (RJ), Laura se formou em Medicina Veterinária pela Universidade Iguaçu (UNIG) e concluiu mestrado em Patologia Clínica na Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). Ela se mudou para Santa Catarina em dezembro de 2024 para trabalhar em laboratório especializado.
A Polícia Civil aguarda os laudos periciais, que devem indicar se os disparos foram efetuados no peito ou nas costas, elemento decisivo para determinar se a morte foi suicídio ou homicídio. Enquanto isso, cresce a mobilização por justiça nas redes sociais, pressionando por esclarecimento e investigação completa do caso.
Fonte: Jornal Razão
